Todas as mães necessitam de ter alguém de confiança a quem poder deixar o bebé...
Mesmo que à mãe, inicialmente, pareça inconcebível, mais tarde ou mais cedo, apresenta-se o problema de se separar do bebé: as ocasiões são muitas, uma ida às compras quando não é aconselhável levar o bebé consigo, ou até mesmo, um eventual regresso ao trabalho. É um problema que deve ser enfrentado com antecedência, para avaliar bem durante quanto tempo é necessário deixar o bebé, onde é preferível que fique, e, principalmente, com "quem". As escolhas possíveis são variadas: em primeiro lugar, os familiares e os amigos, e depois, o infantário (público, particular, familiar…) ou a baby sitter.
Ter avós disponíveis é uma grande sorte. No entanto, se faltar a família de origem ou se esta viver noutra cidade, se as relações não forem as melhores, se os avós tiverem problemas de saúde ou se existirem outras prioridades “familiares”, tais como a assistência a um parente idoso, é necessário encontrar outra solução. Mesmo no caso dos avós viverem perto e terem muita vontade de "mimar o bebé", é oportuno avaliar muito bem o peso desse compromisso e as respectivas exigências: por vezes, o entusiasmo faz pensar que tudo é fácil e natural, levando ambas as partes a decisões erradas. Os avós (os tios, os irmãos mais velhos…) por um lado, não devem ser “monopolizados” e por outro lado, a mãe precisa de saber com quem pode contar.
Uma solução alternativa é encontrar um grupo de amigas com filhos mais ou menos da mesma idade. Se as mães estão todas com licença de parto, podem organizar uma espécie de rede e marcar os compromissos de modo a garantir a cada uma, algumas horas de liberdade. Neste caso, é importante aceitar o facto que as amigas poderão ter hábitos e comportamentos que não coincidem com os seus, em geral ou em relação aos próprios filhos. Por isso, é necessário avaliar se tem ou não confiança para lhes deixar o seu bebé.
O infantário, que acolhe bebés a partir dos três meses, é uma solução mais “institucional”, que oferece mais garantias. Poderá recolher informações, visitá-lo com antecedência, avaliar com calma e, em todo o caso, ter a certeza de que o bebé será confiado a pessoal especializado, num ambiente com todos os standards de higiene e de segurança garantidos. É preferível que seja perto de casa e também é aconselhável que vá conhecer pessoalmente as educadoras que estarão em contacto com o seu bebé. Os aspectos menos vantajosos são dois: por um lado, naturalmente, o de o ambiente ser menos "personalizado" em relação ao familiar; por outro, o facto do bebé estar em contacto com outros bebés, o que fará com que o bebé seja mais facilmente exposto às infecções típicas da primeira infância.
A baby sitter também é uma opção que apresenta vantagens e desvantagens. A maior das desvantagens é certamente o custo e também a dificuldade de encontrar uma pessoa verdadeiramente de confiança. Por este motivo, é útil fazer circular uma espécie de passa palavra entre os amigos e procurar alguém com referências, que possam ser confirmadas; como alternativa, pode perguntar ao pediatra, num Jardim de Infância, ou no seu Centro de Assistência Social ou de Saúde, se lhe podem recomendar alguém. Uma vez, identificadas as candidatas, comece a efectuar as entrevistas pessoais, dando prioridade à doçura, à experiência e ao sentido de responsabilidade. Tente sondar o sentido profissional de cada uma perguntando, por exemplo, como tencionam organizar o dia de um bebé pequeno ou porque escolheram precisamente este trabalho. Quando tiver escolhido, ou para a ajudar a decidir, peça-lhe para passar algumas horas consigo e com o bebé.
Tanto no infantário como com a baby sitter, é difícil para a mamã aceitar ter de deixar o próprio “filhote” a estranhos. Faça todas as perguntas e peça as confirmações que forem necessárias para a tranquilizar e aceite como natural o facto de se sentir apreensiva. O modo como as educadoras do infantário ou a baby sitter reagirão será também um indicador que lhe permitirá perceber, se encontrou ou não as pessoas certas. |