Solidão, medo de não ser adequada, dupla responsabilidade e, frequentemente, carências a nível económico, são alguma das dificuldades contra as quais combate diariamente uma mãe que cria um filho sozinha
São cada vez mais as mães que se encontram nesta situação devido a um divórcio, uma separação ou a ausência do companheiro. O peso da dupla responsabilidade cria temor e sentimentos de culpa, aos quais, frequentemente, se associa uma certa dificuldade económica. Estes são os inimigos contra os quais combate, dia após dia, uma mãe “single”. Muitas mulheres temem o facto de não terem uma base sólida para poderem reconstruir a própria vida e acabam por subestimar as suas possibilidades reais.
Geralmente, devido ao peso dos compromissos e à excessiva carga de responsabilidade, tendem a isolar-se e a solidão pode provocar ressentimento e mesmo raiva. O investimento emotivo focalizado no casamento parece-lhes, agora, desperdiçado e o ciúme em relação ao ex-companheiro, que vive uma vida serena, livre das responsabilidades familiares, complica tudo. O desconforto e a depressão podem atingi-la.
É importante aprender a enfrentar estes sentimentos. É preciso fazer uma escolha “vital” e combater ou tentar controlar estes sentimentos, os quais para além, de ofuscarem a real percepção do presente, com um contínuo e estéril retorno ao passado, produzem um efeito negativo para as crianças.
Há um modo para viver serenamente. Se é uma mãe “single”, é compreensível que possa atravessar momentos de desconforto: a sua vida é mais complicada do que a de uma mulher com um companheiro, porque assume uma responsabilidade dupla à qual se soma a necessidade de trabalhar fora de casa.
Mas é possível aprender a enfrentar as dificuldades, com um espírito construtivo. Em primeiro lugar, é aconselhável não se isolar e envolver os seus familiares e amigos na organização da sua vida quotidiana. Não deve temer confiar-lhes as suas dúvidas. Pelo contrário, deste modo poderá partilhar o peso das opções que deve efectuar, diariamente. Conseguir abrir-se com alguém alivia o peso das responsabilidades.
Um outro risco que frequentemente correm as mães que criam os filhos sozinhas é tornarem-se hiper-protectoras: sobretudo quando os filhos são pequenos, tendem a exagerar os cuidados e as atenções, e chegam mesmo a permitir-lhes dormir com elas, correndo o risco de lhes dar a entender que tem o direito a uma relação exclusiva.
Para crescerem de modo equilibrado, as crianças precisam de limites e de pais que saibam impô-los. É importante estabelecer poucas regras mas claras. Por isso, é necessário agir escrupulosamente e de modo coerente, defendendo os objectivos estabelecidos, agindo com positiva clarividência, pois não ficará sozinha para sempre. |