Um recurso ou um perigo? Um instrumento didáctico ou uma "perda de tempo"alienante? Como sempre, no” meio” está a virtude, ou melhor, neste caso, a virtude está no modo como se utiliza este instrumento, insubstituível protagonista do nosso tempo
Para as crianças, a existência de um computador em casa, é uma atracção irresistível. Se as crianças vêem a mãe e o pai que o utilizam, para trabalhar ou por divertimento, rapidamente ficam encantados pela possibilidade de "fazer acontecer coisas" e, para elas, transforma-se num brinquedo fascinante. Todos concordam com o facto que este instrumento "inteligente" pode representar um estímulo para a fantasia e para a criatividade das crianças, melhorando também a capacidade de aprendizagem. Hoje em dia, só resta o embaraço da escolha, pois muitos são os instrumentos e os programas pensados para os mais pequenos.
O papel dos adultos A utilização correcta do computador pode representar uma vantagem decisiva, também durante a idade pré-escolar, com a presença de um dos pais. Ao adulto, cabe a escolha dos sites pensados para as crianças assim como a capacidade de transformar um passatempo "de escrivaninha" em algo de mais criativo como, por exemplo, imprimindo figuras para colorir ou inventando uma história. Quando mais tarde, a criança for para a escola, a possibilidade de brincar com programas interactivos durante uma hora, três ou quatro vezes por semana, desenvolve a capacidade de aprendizagem e garante uma alfabetização informática, hoje em dia, indispensável. O importante é introduzir momentos de diálogo e de distracção, tais como um lanche ou um jogo manual.
Bons hábitos A criança, crescendo, adquirirá sempre maior confiança e autonomia. Tome atenção, portanto, ao transmitir-lhe “bons hábitos". Do ponto de vista educativo, é aconselhável evitar que o computador se torne no substituto dos pais ou uma imitação da televisão e, como tal, um factor de isolamento e dependência. Do ponto de vista médico, é preferível evitar que os jovens passem mais do que uma hora consecutiva em frente do computador, para evitar irritação nos olhos; convém também controlar que a iluminação do local seja suficiente e não provoque reflexos no ecrã e, por último, verificar se a postura é correcta. A posição correcta é com a coluna aderente ao encosto da cadeira, os antebraços paralelos à mesa, os pulsos apoiados num suporte, as pernas em ângulo recto em relação à coluna vertebral e os pés apoiados no chão. Para isso, é necessário regular bem a distância e a altura da mesa e do próprio computador para que quem o utiliza possa manter uma postura o mais possível próxima à posição ideal.
Internet e segurança Falar de computador, significa enfrentar também o argumento Internet e, consequentemente, o problema da segurança: a "rede" é livre e os chat ou os novos programas de instant messaging, potencialmente, apresentam o risco de intrusão de estranhos mal-intencionados, na vida dos nos filhos. Mas a Internet, é bom recordar, representa sobretudo uma extraordinária oportunidade de aprendizagem e de conhecimento. O ponto de partida é sempre o de educar os próprios filhos no sentido de uma utilização correcta deste instrumento e informá-los acerca dos perigos que podem correr: é aconselhável explicar-lhes que nunca devem comunicar os próprios dados pessoais e devem evitar encontrar-se com pessoas conhecidas on-line, sem o consentimento dos pais. É preferível colocar o computador numa divisão central da casa, de modo que represente uma actividade para toda a família e não um pretexto para o jovem se isolar. O ideal, seria que os pais acompanhassem os filhos durante a navegação na internet. Quando isto não for possível, existem programas denominados de parental control, softwares que actuam impedindo ao motor de pesquisa de carregar sites não adequados a menores. |