Já marcou uma viagem, sem pensar que a iria fazer durante uma gravidez? Em primeiro lugar, consulte o médico que avaliará quais são as suas condições físicas. Se não se tratar de um destino a risco, pode ser suficiente o bom senso e algumas precauções
Férias tão desejadas! Em qualquer período do ano, as férias são sempre acompanhadas por sonhos e projectos: “farei isto”,”verei aquele lugar mágico”, “experimentarei um novo desporto”. O que fazer se, pouco antes de partir, descobrir que está grávida?
Quando sofrem de enjoos matutinos, cansaço e todas as outras “alegrias” que a gravidez comporta, frequentemente, as mulheres ficam na dúvida se é melhor adiar ou não as próximas férias, pensando que durante a gravidez, os passeios despreocupados passam a ser apenas uma recordação. Obviamente não é assim, no entanto, a gravidez implica uma visão das férias um pouco diferente da habitual.
Se estiver grávida, antes de partir ou, melhor ainda, antes de decidir onde ir, é oportuno consultar o seu ginecologista, para saber se realmente vale a pena enfrentar a viagem que pretende realizar. Por outro lado, também pode avaliar, por si, de modo “honesto”, a própria condição física e psicológica e, consequentemente, deduzir a própria capacidade de adaptação a eventuais imprevistos.
Não nos devemos esquecer que as dificuldades que a gravidez pode criar, durante uma viagem em regiões tropicais, sobretudo em países de baixa qualidade higiénica, são múltiplas. Mas isto não significa que não se possa viajar, bem pelo contrário!
Em relação aos outros viajantes, uma grávida deve preocupar-se muito mais com a qualidade da assistência sanitária dos países visitados. Além disso, deve ter em conta que algumas medidas de prevenção (vacinas ou medicamentos) não podem ser utilizadas. Há também alguns países que deve evitar, nomeadamente, os países com alto risco de malária.
É claro que uma breve estadia em países de baixo risco (especialmente em centros urbanos modernos ou em locais onde se pode contar com alojamento em hotéis “fiáveis”) não cria, em geral, problemas particulares. Nestes casos, é melhor concentrar-se em poucas coisas para ver, evitando as “maratonas” pela cidade e fazer frequentes pausas para repousar.
Longas viagens em zonas de alto risco ou actividades perigosas devem ser evitadas, o mais possível. Se não for possível, é aconselhável que as actividades e os itinerários sejam avaliados com a ajuda de um especialista.
Em geral, uma vez escolhido o destino, lembre-se de que é sempre aconselhável evitar transportar pesos (a bagagem deve ser leve e fácil de transportar) e, se tiver poucos dias à disposição, é melhor evitar as localidades que comportam mudança de fuso horário, para evitar inconvenientes tais como, cansaço e sonolência, fraqueza, falta de apetite, mal-estar em geral, vertigens ou prisão de ventre. |