Quando um casal decide ter um bebé, a primeira coisa a fazer é manter a calma. Muitos são os factores que contribuem para a concepção de um filho e a ansiedade é um dos impedimentos melhor identificados. Mas sabê-lo nem sempre tranquiliza…
Hoje em dia, é normal “decidir” ter um bebé: palavra que ainda “arrepia” as nossas avós, mas para quem tem 30-40 anos é uma passagem quase inevitável. Se ainda não aconteceu até essa altura é porque o casal decidiu esperar, tomando medidas contraceptivas, na expectativa de uma situação profissional mais estável, de uma condição mais tranquila ou talvez somente porque ainda não se sentiam preparados.
A um certo ponto, porém, nasce a “decisão” de ter um filho, isto é, suspender a pílula ou outro qualquer método utilizado até ao momento, o que significa que se acontecer ficar grávida, estarão prontos para acolher o bebé com todo o amor. Os primeiros tempos são emocionantes, mas com o passar dos meses começa a surgir uma certa inquietação….
Todos os meses se repete o mesmo percurso emotivo que passa pela fase da espera, da esperança, da desilusão ao surgirem os primeiros sintomas da chegada da menstruação (sintomas que podem confundir), até à tão desejada semana de atraso, para fazer o teste de gravidez ou à “rendição” perante o aparecimento do ciclo. É preciso tomar muito cuidado para não transformar esta espera numa obsessão: um estado de ânimo ansioso e preocupado, certamente não cria as melhores condições psicológicas, não só para a fecundação, como também para uma serena vida afectiva do casal.
Antes de mais, é melhor esclarecer que os médicos, antes de aconselharem um casal a fazer exames para identificar a causa da infertilidade preferem esperar alguns meses, mesmo quando os componentes do casal têm menos de 30 anos. Se todavia, depois de um período mais longo, e apesar da não utilização de contraceptivos, não ficar grávida (excluindo situações de stress intenso, como por exemplo, um luto, depressão ou dificuldades económicas), é aconselhável fazerem algumas análises.
Não quer dizer que haja algum problema, mas é melhor verificar. É preciso recordar que, hoje em dia, são frequentes os casais que começam a tentar ter um filho em idade avançada, depois dos 35 anos. É sabido que para uma mulher ter um bebé depois dos trinta anos é mais difícil do que para uma mulher mais jovem e é necessário também desmistificar a eterna fertilidade masculina. É verdade que um homem pode ter filhos até mesmo aos setenta anos, mas também para os homens as possibilidades começam a diminuir depois dos 35-40 anos. Se os dois membros do casal forem um pouco “maduros”, o atraso na concepção de um bebé pode ser provocado simplesmente por estas dificuldades.
Se se encontrarem nesta situação e as vossas tentativas de ter um bebé não funcionarem, mantenham a calma, façam os exames necessários, depois de contactarem um centro especializado. É importante saber que um diagnóstico de infertilidade não é necessariamente uma condenação sem possibilidade de recurso. Hoje em dia, há formas de infertilidade masculina que podem ser curadas, tanto farmacológica como cirurgicamente e também para a mulher há terapias hormonais que podem ajudar a resolver o problema. O importante é manter sempre uma atitude equilibrada, intercambiando o papel de “moderador” no âmbito do casal: cada um saberá colocar os limites éticos que considerará mais oportunos. |